Homer Simpson e a usabilidade

23 abril, 2008

The Homer

Em um episódio dos Simpsons, Homer descobre que tem um irmão que não conhecia. O irmão é rico e bem-sucedido. Tem uma fábrica de automóveis. O irmão coloca Homer como responsável pelo projeto de um novo carro, já que o gosto do Homer representa o gosto do homem comum.

O resultado é o monstrengo acima. Muito caro e pouco funcional. Jakob Nielsen, especialista em usabilidade, avisa que é mais importante prestar atenção ao que o usuário faz do que ao que o usuário fala. Afinal, o usuário não é um designer. 

 


Começar por cima??

21 abril, 2008

Por que não subverter a tal interatividade na TV do mesmo modo que a linguagem do cinema foi? Veja Hitchcock em “Festim Diabólico” e, bota subversão nisso, Quentin Tarantino em “Pulp Fiction”. Mais recentemente, o filme “Amnésia”, de Christopher Nolan nos fez sair tontinhos do cinema!

Por que não fazer uma Tv para quem pode pagar por ela, e, por isso mesmo, oferecer produtos melhores e mais complexos; funcionais mas, ao mesmo tempo, elaborados para o usuário de alto poder aquisitivo, que tem banda larga, Wii, playstation  e tudo o mais de última geração?

Não me preocupa a segmentação do telespectador. Em um primeiro momento, apenas esse público terá condições de adquirir o aparelho de alta definição e o set top box. Por que não suprir esse mercado em primeiro lugar? Não foi assim também com a telefonia celular?


O grande triângulo

18 abril, 2008

O quadrinhista americano Scott McCloud criou o Grande Triângulo. Na base, ele mostra como uma imagem pode ir do realismo ao icônico. Na vertical, do realismo para o abstrato. A invenção de McCloud pode ser uma ferramenta interessante quando se pensa na interface com o usuário.

Uma versão mais completa do triângulo foi publicada no livro Desvendando os Quadrinhos (Understanding Comics), em 1993.


O aquecimento da televisão

8 abril, 2008

Marshall McLuhan dividiu, na década de 1960, os meios de comunicação em quentes e frios. Uma das características dos meios quentes, como o cinema, é a alta definição. A televisão foi classificada como um meio frio. Por oferecer menos informações, o meio frio exige uma participação maior do receptor.

Acontece que, com a tecnologia digital de alta definição, a TV se tornou um meio quente, como o cinema e, por causa disso, exigiria uma participação menor do espectador, o que é um desafio quando se planeja as aplicações de interatividade.

No seu livro Os meios de comunicação como extensões do homem (Understanding media), de 1964, McLuhan escreveu:

“Tecnicamente, a TV tende a ser um meio de primeiros-planos. No cinema, o close-up dá ênfase; na TV, é coisa normal. Uma foto brilhante do tamanho do vídeo pode mostrar uma dúzia de caras com muitos pormenores, mas uma dúzia de caras no vídeo forma apenas uma mancha.”

Agora, com a alta definição, a dúzia de caras deixa de ser uma mancha.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.