Em um episódio dos Simpsons, Homer descobre que tem um irmão que não conhecia. O irmão é rico e bem-sucedido. Tem uma fábrica de automóveis. O irmão coloca Homer como responsável pelo projeto de um novo carro, já que o gosto do Homer representa o gosto do homem comum.
O resultado é o monstrengo acima. Muito caro e pouco funcional. Jakob Nielsen, especialista em usabilidade, avisa que é mais importante prestar atenção ao que o usuário faz do que ao que o usuário fala. Afinal, o usuário não é um designer.

25 Novembro, 2008 às 5:23 am
O carro feito por Homer atendia a todas necessidades dele, mas o mais chamativo foi o compartimento especialmente projetado para as crianças. O homem comum tem preocupações das mais variadas. Podendo projetar um carro que atenda a todas necessidades, o homem talvez se perca quanto à funcionalidade e custo-benefício, mas ao rodar nas ruas, não daria atenção ao status de geringonça conferido pelas pessoas, mas sim ao prazer inconfundível de dirigir o carro feito por ele. Mesma sensação de comer a comida feita com as próprias mãos, ou mesma situação de beber um Whisky sem preocupar-se com as taxações de ébrio eventual.